domingo, 15 de setembro de 2019

DEEP FAKE

Mais um post sobre o "deep fake". Este é sobre outra forma de "fake" que consiste na promoção de uns patetas provincianos mas de boas famílias a grandes homens, símbolos e modelos.
À direita isso não me perturba, à esquerda perturba muito. Têm sempre o seu toque de aristrocacia e benevolência. Dizem meia dúzia (ou menos) frases, tipo lugares-comuns, e vão-nas repetindo até à exaustão. Dizendo melhor, nem precisam de as repetir. Há quem as repita por eles, em posts ou em citações do "Pensador" ou do "Citador".
Acreditem ou não, há muitos que me perturbam.

Nós, os bons!





Em 15 de Setembro de 2017 escrevi:
Sugestões de titulos para o movimento "cívico" que V. vai criar para se candidatar às próximas eleições autárquicas da CML
Nós, os lisboetas
Nós, alfacinhas
Nós, os moradores nas freguesias de Lisboa
Nós, contra a corrupção
Nós, contra os partidos políticos
A minha política é o trabalho
Nós, a verdade
Os lisboetas somos nós
Os alfacinhas somos nós
Os moradores nas freguesias de Lisboa somos nós
A verdade somos nós
Contra a corrupção, somos nós
Contra os partidos políticos, somos nós
O trabalho é a minha política
Os lisboetas contra os partidos políticos
Os lisboetas contra a corrupção
Os lisboetas contra o trabalho
O trabalho somos nós
Nós somos o trabalho
Nós, os bons
Os bons somos nós.
A partir destas sugestões poderá tecer muitas outras, e ir angariando as assinaturas. Vale a pena, pois irá aparecer uma ou duas vezes na TV, como era o sonho da sua mãe e o seu também. Além disso, poderá expor as suas teorias sobre aquilo que entender e da forma que mais lhe agradar. A somar a todas estas benesses poderá libertar os seus ódios, rancores e humilhações, numa catarse pública.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

A SENHORA VIZINHA

Em 13 de Setembro de 2017


A minha mãe dizia muitas vezes, "Não te portes como uma senhora vizinha." E o que era a senhora vizinha? Alguém que se metia na vida dos outros, que comentava o que via e imaginava o que não via, alguém que lançava o boato. A vizinha era uma pessoa simpática e normal, mas uma "senhora vizinha" era alguém pouco recomendável, a fonte da maledicência, que arruinava tantas vezes a reputação das donzelas — o que numa cidade provinciana e naquela época tinha muita importância — e o bom nome dos outros criando uma suspeita que ficava a pairar sobre a cabeça dos pobres visados pela "senhora vizinha".
A comunicação social portuguesa — quase toda, para não dizer toda — é uma "senhora vizinha" ao serviço da direita.
Dizia ela (comunicação social) de políticos de esquerda, "É maricas." Não resultava. "Tem muitas mulheres e gasta todo o dinheiro com elas". Também não resultava. Então descobriu. Vamos dizer que fizeram negócios sujos que são corruptos, que traficaram influências. E aí descobriram a pólvora. Porque demora tempo a provar o contrário. Porque talvez consigamos que nem se prove. E agora aí estão eles de novo a atacar com o mesmo tipo de arma.
Repararam que dos políticos de direita jamais alguém se atreveria a perguntar, "como comprou a sua casa?". Mas os de esquerda têm de se despir na praça pública e mesmo assim haverá sempre os sabujos que dizem que aquilo que eles apresentam é forjado.
Quando teremos coragem de inverter estas infâmias e silenciar estas "senhoras vizinhas". Elas já testaram a maledicência e todos se calaram. Agora, é repetir a receita. Que alguém se indigne, PORRA!