quarta-feira, 12 de maio de 2021

SOBRE O DESAPARECIMENTO DAS LIVRARIAS (consaiderações ao correr da pena)

Silenciosamente ou com um discreto ruído há muito tempo que as livrarias têm vindo a fechar. Não é um fenómeno lisboeta ou português. O mesmo acontece em toda a Europa e provavelmente em todo o mundo.

O livro em papel continua, no entanto, a ter o seu lugar de destaque, mas é quase sempre vendido online, através das grandes distribuidoras internacionais e nacionais, enquanto existir público que valorize a sua existência.
A mesma hecatombe atingiu as pequenas e médias editoras, absorvidas pelos grandes grupos ou simplesmente abandonadas. A Europa-América cuja livraria na Av. Marquês de Tomar, em Lisboa, organizou todo o tipo de estratégias para se manter, acabou por sucumbir.
Dar importância ao livro e através dele a de todos os que escrevem passa pela sua divulgação em clubes de leitura, em tertúlias, em feiras, etc.
Para suster esta mortandade cabe a todos nós desenvolver o gosto pela leitura, mas não como é feito na maioria dos estabelecimentos de ensino, que transforma o ato de ler num pesadelo.
O gosto pela leitura nos mais jovens cria-se não através da imposição de livros eruditos mas começando pelos livros de aventuras, policiais, ficção científica, livros humorísticos, insólitos ou surreais, romances com enredos intrincados, mas sobretudo através de uma grande liberdade de escolha e de troca de opiniões e de sugestões.
Na disciplina de Português, sim, cabem alguns clássicos e é importante que os alunos tenham uma noção da nossa história literária e de textos dos nossos grandes autores.
A minha censura vai sobretudo para os chamados livros de leitura obrigatória que a maior parte das vezes não passam de mais um truque para a super-editora vender uma carrada de livros. E se o livro é chato, como tantas vezes acontece, há já um série de resumos e de respostas na Internet que permite contornar o sacrifício. Felizmente parece-me que há já muitas escolas que rompem essas imposições e escolhem com liberdade.
E por favor não se esqueçam da leitura em voz alta feita por uma pessoa de carne e osso. Uma forma de aliciar os jovens para a leitura.

sábado, 1 de maio de 2021

MUGUET, LA FLEUR DE L´AMITIÉ

O muguet é uma flor dicreta, rara em cultivo ao ar livre, pouco apreciada entre nós. É a flor da amizade, dizem os franceses.
Realmente, a amizade é DISCRETA, RARA e PERFUMADA, como esta flor.
O meu comentário não envolve remoque ou censura, porque a amizade, tal como o amor, faz-nos sofrer quando vemos os nossos amigos doentes, ameaçados, tristes. O nosso coração não suporta esse infinito sofrimento. Vamos, pois, selecionando os amigos, aqueles a quem a vida nos foi ligando, através de um cordão tecido no passar dos dias, dos meses e dos anos.