segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O TREVO DE QUATRO FOLHAS

Este trevo de quatro folhas já existia em casa dos meus pais quando eu era pequena. O vaso que tenho hoje é muito grande e tomba quase com o peso das folhas. O que eu aprendi, e que ainda não li em lado nenhum, é que esta planta não é nada parecida (a não ser na forma das folhas) com o vulgar trevo dos campos.
São pequenos bolbos que se podem retirar da terra e limpar na altura da Primavera. Cada bolbo tem a capacidade de se unir a outro e forma uma espécie de rizoma dando origem a sete, oito ou mais folhas. Nascem por volta de Maio e morrem em Novembro ou Dezembro dependendo dos anos. Os bolbos ficam em dormência e eu aqueço-os com uma camada das folhas velhas e secas como se fossem um cobertor. Depois, nos finais de Março, começo a regar e aguardo pacientemente que apareça a primeira minúscula, minúscula, minúscula folha. Esta minúscula folha ergue-se num pé muito alto e começa a crescer até ficar quase do tamanho da palma da mão. Depois vão aparecendo as outras. Dezenas, centenas de folhas. À medida que aumenta o número diminui o tamanho. Mas são sempre grandes. Dá sorte? Acho que sim.