segunda-feira, 15 de julho de 2019

UMA PEDRADA NO CHARCO - A ORQUESTRA GERAÇÃO

Quando me falarem de Educação falem-me disto. Quando me falarem de inclusão falem-me disto.
Falem-me disto, falem-me de projetos concretos que dão fruto. Não me falem de avaliações trimestrais ou semestrais, de salas de aula em que os alunos são ou não são autónomos na aprendizagem, de métodos inovadores ou de pedagogias com um nome.
Quando me falarem de educação falem-me de iniciativas que mobilizam os alunos, que mobilizam a comunidade e que fazem mesmo a diferença. Deixem descansar o PIaget, a Montessori, e todos os pedagogos da Terra. Não os gastem com palavras.
Transformem o discurso em ação. Falem-me da ORQUESTRA GERAÇÃO, da grande orquestra, das pequenas orquestras, de quartetos, de coros, falem-me de grupos de dança e de espaços onde os jovens se sentem realmente valorizados. Não quero espaços bonitinhos, quero espaços em que os jovens se têm de empenhar para conseguir um resultado verdadeiramente vibrante.
As palavras são piedosas, as palavras são bonitas, as palavras são para os adultos se sentirem bem com a sua consciência. Estes projetos exigem horas de trabalho obscuro, de poucas palavras e muito suor.
Quando me falarem de Educação, falem-me da ORQUESTRA GERAÇÃO.

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