Num hospital privado, para fazer uma consulta ou para fazer exames o cliente/utente/usuário ou abusado paga aquilo que eles chamam "a taxa da pandemia".
O que é a taxa da pandemia? Um verdadeiro abuso ou as máscaras mais caras do mercado. À entrada, um empregado obriga-me a tirar a máscara que trago e entrega-me outra que tira de uma caixa. Aponta-me o doseador com gel desinfetante. Sirvo-me.
Na recepção pago os exames que vou fazer e CINCO EUROS DA TAXA DA PANDEMIA (a máscara e o gel). Nem quero acreditar no que ouço. Faço um rápido cálculo sobre a quantia diária que o hospital, neste caso, o hospital da Cruz Vermelha recebe diariamente com esta taxa e calculo sem exagero que anda na ordem dos milhares de euros.
Eis como a pandemia se transformou num negócio chorudo, num caça-níqueis de um casino sem vergonha que são os hospitais privados.
Alguém me preveniu que existia esta taxa quando liguei a fazer as marcações? Nem pensar que o informador ia direto para a rua.
Para cereja no topo do bolo, o sistema informático avaria, depois de eu e mais um largo grupo de pessoas termos pago. Não há devoluções. Mas aquilo é boa gente e remarcam-me os exames para daqui a uma semana. São quase 5 da tarde quando chego a casa em jejum.
Este gesto nobilíssimo da medicina privada dá-me vontade de os trincar, mas eles sabem que nem eu nem ninguém os pode trincar, porque o sistema público não tem capacidade de resposta e eles têm a faca, o queijo e até a nossa boca na mão.
Imaginem as ideias fantabulosas que estes escroques dão às pessoas para se assistir a um aumento do custo de vida.
Antigamente gritava-se: "Nem mais um soldado para as colónias", agora deve gritar-se: "Nem mais um cêntimo para a saúde privada."
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