Cai sempre muito bem na opinião pública, em especial na mais desfavorecida sobre todos os pontos de vista da rotunda variedade de factores que constituem um indivíduo, apresentar-se aos outros como arauto anti-corrupção.
Talvez porque tive uma educação fortemente católica, num ambiente de padres e de freiras, todos de grande notoriedade na época, figuras gradas e respeitadas, aprendi rapidamente que quanto mais o penitente justiceiro bate no peito e jura e trejura sobre a sua seriedade e honestidade bem como intenção de “limpar” a Terra ou a pátria dos corruptores pior é a descoberta da face oculta do penitente.
A experiência já nos permitiu, enquanto cidadãos, assistir a espectáculos que confirmam o que acabo de dizer. Estou a lembrar-me de Marinho Pinto e de um médico “sem fronteiras", cujo nome se varreu da minha memória, gente séria e que ia pôr tudo em pratos limpos.
A verdade é que o poder corrompe e quanto mais absoluto ele for mais
probabilidade tem de corromper- A verdade é também que a época em que vivemos é
um modelo double-face. E todos os salvadores das pátrias do mundo se têm revelado
grandes salvadores dos seus próprios interesses, porque o poder limita-se a
realçar a natureza escondida do indivíduo.
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