domingo, 25 de outubro de 2020

A MAIS BELA DO MUNDO


Os norte-americanos foram os pioneiros. Inspirados talvez pelo Guiness Book of Records criaram o título de “a mais bela mulher do mundo”. Lembro-me que uma das mais belas foi a Joan Collins e outras houve. O mundo para eles era do tamanho de um campo de petróleo no Texas, de uma praia na Califórnia, de um afluente do Mississipi. E mesmo nessa área seria discutível que ela fosse a mais bela.

Cedo a moda se propagou e não podíamos ficar indiferentes a esta onda de excelência. A toda a hora leio que é portuguesa a mais bela praia do mundo…
que é português o mais belo jardim do mundo…
que é português o melhor cientista do mundo...
o melhor arquiteto do mundo...
a mais bela montanha do mundo...
o menos poluído rio do mundo, etc. etc.
Estes são exemplos improvisados e sem qualquer correspondência na realidade. Mas acho que servem para fazer passar a ideia do quanto é ridículo atribuir a um fenómeno, a um objeto, a uma pessoa o grau de excelência máximo no mundo.
A globalização tornou o planeta mais pequeno, mas só através dos chipes, porque continua a ter biliões de pessoas e 12.756 km de diâmetro no Equador.

Agora, quando for para estabelecer relações de grandeza e de excelência absolutas utilizem Júpiter, depois a Betelgeuse, de seguida uma das Gigantes Vermelhas e finalmente se não conseguirem o efeito pretendido, o Universo. Mas o Universo é um recurso muito pífio. Não se esqueçam de que já há a Miss Universo.


Sem comentários:

Enviar um comentário