Pois hoje tive mesmo de fazer companhia ao Francisco. Nas longas horas ele ia falando.
Francisco: O meu telemóvel tem um catálogo.
Avó: Um catálogo?
Francisco; Sim, mas não é como o do Natal.
Avó: Então?
Francisco: (Apontando a janela) É dos dias que passam. (Mostra-me um calendário)
Mais adiante, o Francisco oferece-me uma pulseira improvisada.
Avó: Não quero, Francisco.
Francisco: Porquê?
Avó: Por causa da doença. A doença não faz mal aos
meninos pequeninos como tu, mas faz mal às velhotas como a avó.
Francisco: Tu não és velhota (Grande sorriso da avó), mas és gorda (Avó com a alma de rastos). Mas não és gorda como as senhoras que andam na rua. (Segue-se uma longa divagação sobre as mulheres gordas que conhece e as que viu num vídeo que tinham uma barriga, que me parecia que estavam grávidas. E vai por ali fora numa conferência sobre as mulheres gordas)
Mais adiante:
Avó: Uuuum…
Francisco liga a televisão e lá estamos nós num canal de desporto.
Avó: De que clube és?
Francisco: De todos.
Entusiasmado vai ao quarto e entra por ali adentro com uma bola a gritar que é o Ronaldo. Longa explicação sobre quem é o Ronaldo. Depois continua a jogar numa perspetiva crítica. Sempre que vai buscar a bola debaixo de uma cadeira:
Francisco: Não está bem. O futebol joga-se com os
pés.
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