terça-feira, 27 de julho de 2021

A NOVA RENASCENÇA

2000, entrada de mais um século.

Muito se escreveu no patamar e na entrada deste novo século. Os profetas, astrólogos e outros humanos clarividentes saudaram o nascimento da era do Aquário com todas as maravilhas e grandezas que ela arrastaria. O Homem do 21 seria azul, fraterno e pacífico.  

De santo, poeta e louco todos nós temos um pouco. Por isso, passados 21 anos sobre essa majestosa entrada de mais um túnel do corredor do tempo, atrevo-me a comparar este século 21 com uma nova Idade Média, na esperança de que, sob esta capa de mediocridade, violência e fanatismo, forças de luz (linguagem esotérica) e de sabedoria (bis) estejam a fermentar e um novo Renascimento artístico e cultural desabroche. Pois nesta grande paisagem feita de fragmentos e de lixo, a qualidade e a beleza estão soterradas sob a intransigência, a obstinação, a cegueira e a ambição do lucro que ergue em altares bezerros de oiro e queima na fogueira os arautos de um tempo que há-de vir. O som ensurdecedor das palmas contrasta com a fímbria do silêncio dos que não ousam nem podem fazer frente a esta onda gigante.

Qual será a nova Itália que nos trará essa Renascença?  Que Galileu será obrigado a negar o seu pensamento? Que escribas e iluministas continuam seu trabalho em recônditos lugares onde não chegam os jornais, as televisões, nem a internet? Ou será a rede virtual que liga os homens de todos os credos o seu veículo?

Não sei responder. Mas estou certo que ela está em gestação e desabrochará quando de nós só restar o pó.

Onde recolhi esta informação? Na minha bola de cristal, pois claro. 



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