À noite vejo excertos do que foi o dia olímpico.
1. Não aguento ver a ginástica feminina ou masculina. Então os saltos! E a
trave, meu Deus! Estou sempre à espera que caiam, que atravessem disparados a
sala, que tenha de vir uma equipa de socorristas levantá-los do chão. Não
percebo os décimos que perdem porque uma perna estava 2mm afastada da outra,
porque não ganharam altura, etc. etc. Eu dava uma medalha de ouro a todos.
2. Então procuro outro desporto. Não tenho paciência para ver duas
"atletas" a bater numa bolinha de um lado para o outro de uma mesa,
durante horas. Não tenho paciência para ver as ondas daquele sítio maravilhoso
cujas praias vão desaparecer debaixo de água porque a calota polar está a
derreter e só os picos apetitosamente verdes ficarão a espreitar os nadadores
agarrados a uma prancha.
2. Então salto para a natação. Está calor e é um desporto refrescante, além disso, percebo que o Joaquim chegou primeiro do que o Eustáquio e a Filipa se destacou das outras nadadoras. E ontem vi a Itália a ganhar a sua primeira medalha olímpica com um IMPERADOR ROMANO renascido, um DEUS do Olimpo. Que rapaz mais bonito: o formato do rosto, os olhos azuis grandiosos, o nariz e a boca desenhados com cinzel, os cabelos. De lá de cima dos seus quase dois metros, ele tinha descido do Olimpo, para garantir que estes jogos eram mesmo olímpicos. Era o Antinoos do imperador Adriano, o Apolo dos deuses celestiais. Thomas Ceccon, para mim nem precisavas de nadar. Os deuses do Olimpo ganham sempre medalhas de ouro.
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