Ontem, fui conhecer a pala do Centro de Arte Moderna.
Sim, é uma obra de extremo bom gosto e arrojada sob o ponto de vista arquitetónico. Parafraseando o nosso “saudoso” presidente: “Só tenho um adjetivo para exprimir o que senti: GOSTEI.”
Num ligeiro declive, violetas selvagens, as verdadeiras, as perfumadas, misturavam-se com as avencas. Tinham sido trazidas do poço do esquecimento para a luz do dia.
Tanta gente ignora que o perfume da violeta não foi inventado num laboratório, mas é o desta minúscula e tímida florzinha. Já não há na rua as "violeteras" a vender raminhos, nem se usa oferecer um raminho delas.
E o perfume do frasquinho que a minha mãe guardava na cómoda voltou intenso.
As avencas, milhares de folhinhas frágeis, minúsculas, onde os matizes de verde se multiplicam e o dourado do outono cria novos coloridos, também me trouxeram de volta o laguinho do nosso quintal nos Açores.
E, depois no novo jardim havia um lago, com cadeiras de metal à volta.
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