"Um teatro, uma literatura, uma expressão artística que não fale do seu próprio tempo não tem relevância."
Dario Fo
Às vezes penso que tudo fala do "seu próprio tempo", nem que seja através da mediocridade ou através da banalidade da obra.
Todos nos situamos numa determinada camada da sociedade de uma época e aquilo que produzimos espelha mais ou menos bem uma vivência. O que pode é exprimi-la com acutilância ou sem qualquer força ou interesse.
Mas essa acutilância tem de ser reconhecida pelos que observam a obra e há muitas formas de promover e muitas formas de ignorar.
Só realmente alguns conseguem atingir o alvo com tal impacto que permanecem.
Contudo, muitos vivem uma vida de sucesso, assente na mediocridade. Morra o Dantas! Pim!
Outros vivem na obscuridade apesar do brilho do que produzem. Talvez venham a ser descobertos mais tarde, ou não. Não é verdade, ó Vincent?
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