Lá vem o Pai Natal odiado pelos adultos conscenciosos e adorado pelas crianças pequenas que experimentam a verdadeira magia do Natal.
Nesta época lembro-me sempre de Raymond Briggs, o ilustrador que, apesar de detestar crianças, criou o Pai Natal mais próximo delas.
Não posso esquecer os olhos maravilhados do Rodrigo, da Matilde e do Francisco ao conhecerem, através das ilustrações de Briggs, como o Pai Natal passa a véspera do dia 25 de dezembro.
Não esqueço também a desilusão que eu senti ao descobrir que o Pai Natal paupérrimo da minha infância (que tinha uma costela de Menino Jesus) não passava de uma piedosa invenção. A minha tristeza não resultou das prendas insignificantes que ele distribuia pelos nossos sapatinhos, mas de descobrir que afinal a magia não existe.
Mais a poesia devolveu-me essa ilusão que habita dentro de nós quando a atmosfera é propícia.
Nós somos a magia quando o cenário o permite.

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