Talvez não seja esta a conclusão que eu pretendia. Na verdade, preferia que a perplexidade perante as variadas leituras de determinados acontecimentos levasse as pessoas a uma busca em diferentes fontes de informação, já que observar “in loco” é impossível para quase todos nós e para a maioria senão totalidade dos acontecimentos.
domingo, 29 de dezembro de 2024
PONTO DE VISTA
terça-feira, 29 de outubro de 2024
REVISÃO CURRICULAR AVANÇA JÁ NO PRÓXIMO ANO LETIVO
Estando a ler no DN o artigo
com este título, detive-me, em especial, na revisão do currículo de Português,
Língua Materna, embora o artigo do DN dê particular ênfase ao ensino da
História, o que poderá fazer sentido, mas nunca lecionei esta disciplina e
ignoro os seus problemas específicos. É certo que há muitos anos atrás, segui
um aluno do Secundário (então numa escola em que se testavam novos programas) e
fiquei encantada com o que aprendi sobre a forma de olhar os acontecimentos
numa perspetiva sincrónica e global. Neste nível etário e de ensino, a História
(século XX) era então abordada nessa perspetiva, apresentando todos os factos e
situações que ocorriam na Europa e no mundo, num corte transversal que permitia
perceber como se relacionavam entre si.
Sobre o ensino do Português
realço a opinião de Paulo Guinote que transcrevo em parte “(é preciso) ... uma
visão mais prática do ensino da língua mais centrada na escrita criativa. Bem
sei que vou ser acusado de reacionário por muitos académicos especialistas, mas
sendo prático, acho que é preciso voltar ao hábito da “redação temática”, que
organiza o pensamento e promove flexão e criatividade.” Resumindo, ESCREVAM,
PORRA!
Segui o percurso curricular
dos meus netos mais velhos, muitas horas dedicadas a conteúdos gramaticais de
difícil nomenclatura e utilidade nula. E escrever, népia… Até acho que certas
noções gramaticais são absolutamente necessárias, para explicar a falta de
correção de um texto. Os Picassos da escrita nascem de uma aprendizagem leve,
solta e constante.
Também João Pedro Aido,
presidente da Associação do Professores de Português, refere um reforço da
escrita criativa nos ensinos básico e secundário e ainda aponta para “um ensino
da literatura menos académico e tradicional (porque) cristalizar o texto literário
em conteúdos programáticos não leva os alunos a lerem obras nem a fazerem
apreciações críticas pessoais.” Defende ainda “uma maior liberdade de escolha
dos autores a estudar, uma lista maior e mais atualizada…”
Nem imaginam como concordo com
esta liberdade de escolha de autores. Farta de ver crianças e adolescentes
vacinados contra a leitura porque lhes impingem umas obras muito literárias, de
autores nacionais que “temos de respeitar” e as editoras precisam de vender. A
custo, lá foram entrando alguns autores estrangeiros, mas nenhuma preocupação
com aquilo que se escolhe para o aluno ler. Está no programa, catrapuz, vai
comprar. Se lês ou não isso aí já não é importante. É preciso que a editora
venda.
Por favor, arranjem
estratégias e textos que permitam aos alunos descobrir que ler um livro pode
ser uma aventura. Arranjem professores também e sobretudo soltem-se, carago!
quinta-feira, 3 de outubro de 2024
CAMINHOS DA MEMÓRIA
Ontem, fui conhecer a pala do Centro de Arte Moderna.
domingo, 1 de setembro de 2024
A IMPORTÂNCIA DE SE CHAMAR ERNESTO
Não reparo muito em outdoors nem noutras coisas. Nunca seria boa testemunha
para o inspetor Poirot. Ontem, porém, reparei num outdoor com um slogan pleno
de inspiração e percebi a importância de vários aspetos do cenário “parapolítico”
(neologismo) ou o backstage (estrangeirismo) da política.
Eis o slogan: “Com Cotrim, SIM”. Logo
ali a minha inspiração de grande fazedora de campanhas políticas me segredou: “Com
Durão, NÃO”, “Com Inês, TALVEZ”, “Com Rangel papas sem MEL”, “Com Ventura não
se ATURA”, “Com Coelho é só FOLHELHO”, “Com Marcelo nem de CHINELO”, “Com
Cavaco mete pró SACO” e outros slogans de grande fulgor inspiracional.
Mas o slogan que despoletou esta catadupa de talento também me chamou a atenção para a importância do nome de um político. Nunca escolhas LACERDA e outra rimas duvidosas para não acabares num outdoor transformado em anedota para crianças.
terça-feira, 30 de julho de 2024
NOTAS OLÍMPICAS 2024
À noite vejo excertos do que foi o dia olímpico.
1. Não aguento ver a ginástica feminina ou masculina. Então os saltos! E a
trave, meu Deus! Estou sempre à espera que caiam, que atravessem disparados a
sala, que tenha de vir uma equipa de socorristas levantá-los do chão. Não
percebo os décimos que perdem porque uma perna estava 2mm afastada da outra,
porque não ganharam altura, etc. etc. Eu dava uma medalha de ouro a todos.
2. Então procuro outro desporto. Não tenho paciência para ver duas
"atletas" a bater numa bolinha de um lado para o outro de uma mesa,
durante horas. Não tenho paciência para ver as ondas daquele sítio maravilhoso
cujas praias vão desaparecer debaixo de água porque a calota polar está a
derreter e só os picos apetitosamente verdes ficarão a espreitar os nadadores
agarrados a uma prancha.
2. Então salto para a natação. Está calor e é um desporto refrescante, além disso, percebo que o Joaquim chegou primeiro do que o Eustáquio e a Filipa se destacou das outras nadadoras. E ontem vi a Itália a ganhar a sua primeira medalha olímpica com um IMPERADOR ROMANO renascido, um DEUS do Olimpo. Que rapaz mais bonito: o formato do rosto, os olhos azuis grandiosos, o nariz e a boca desenhados com cinzel, os cabelos. De lá de cima dos seus quase dois metros, ele tinha descido do Olimpo, para garantir que estes jogos eram mesmo olímpicos. Era o Antinoos do imperador Adriano, o Apolo dos deuses celestiais. Thomas Ceccon, para mim nem precisavas de nadar. Os deuses do Olimpo ganham sempre medalhas de ouro.
segunda-feira, 15 de julho de 2024
😉CONTRIBUTO PARA O ESTUDO DO PORTUGUESINHO
Se o Português teve origem no latim, o Portuguesinho teve origem no Português, daí poder-se concluir que um é filho e outro neto da língua que se falava em Roma e arredores.
sábado, 15 de junho de 2024
AOS POETAS QUE AINDA SE VESTEM DE POETAS, AOS FILÓSOFOS QUE AINDA SE VESTEM DE FILÓSOFOS, AOS ARTISTAS QUE SE VESTEM DE ARTISTAS, AOS CIENTISTAS LOUCOS QUE SE VESTEM DE CIENTISTAS LOUCOS...
domingo, 25 de fevereiro de 2024
HAJA DEUS
Pego no livro. Na capa, o título, o nome da autora e em destaque - "Obra recomendada pelas metas curriculares de Português para o 4º ano de escolaridade. Plano nacional de leitura."